Como é do conhecimento geral, irá ser levada a cabo, já a partir do início de Novembro, uma empreitada, de grande complexidade, na ponte Edgar Cardoso, que terá um prazo previsto de 21 meses.


Por consequência desta obra, irão existir alterações, que afectarão, de forma muito significativa, o volume de trânsito que, regularmente, circula entre as duas margens do rio mondego. Constrangimentos esses, que se acentuarão, principalmente a partir do mês de Fevereiro do próximo ano. 


Perante as notícias que têm vindo a público e esclarecimentos dados pela Câmara Municipal, estão reunidas algumas soluções para minimizar os danos provocados por esta mega operação de manutenção e reforço estrutural da ponte. Desde a aquisição de um barco eléctrico, para transporte de pessoas pelo rio e, a abolição de portagens, na A17, no troço entre a Figueira da Foz e a Marinha das Ondas e outras que esperamos possam surgir em prol dos habitantes da Figueira da Foz.


Perante o que se vai desenvolver durante quase 2 anos no nosso concelho, com um elevado constrangimento para a circulação viária é, fundamental, serem reivindicadas, com caracter de urgência, obras de repavimentação do troço do IC1. Porque ao serem realizados trabalhos desta envergadura na ponte, não nos podemos esquecer da sua via principal de acesso e do estado em que se encontra. 


Estrada que vai da ponte Edgar Cardoso à Marinha das ondas. Via rodoviária esta, onde circulam, diariamente, milhares de utilizadores. 


As obras de requalificação, reclamadas há demasiado tempo, avançaram nos cruzamentos perigosos, mas, não será, nem de longe nem de perto, suficiente, principalmente, porque o estado altamente degradado do piso, coloca em causa a segurança de quem o utiliza. 


E perante o que se irá suceder no nosso concelho, a situação do pavimento desta estrada irá piorar ainda mais, não podendo, de todo, o Governo e as Estradas de Portugal ignorar esta questão, como tem acontecido, sucessivamente.

Obras de repavimentação do troço do IC1

 




Declaração de Voto apresentada pelos representantes do PSD na Assembleia de Freguesia das Buarcos e São Julião – Carlos Moço e João Carlos Abreu:

"O grupo do Partido Social Democrata da assembleia de freguesia de Buarcos e São Julião, representado pelos membros eleitos Carlos Moço e João Carlos Abreu, vem nos termos e para os devidos efeitos previstos no regimento da assembleia, fazer constar na acta a sua declaração de voto referente à proposta, nos termos e com os seguintes fundamentos. 
O grupo do PSD vota favoravelmente à proposta de desagregação das freguesias de Buarcos e São Julião. 
Justificamos o nosso voto como um voto de coerência pois ambos assinamos a petição de desagregação das freguesias no ano de 2016, petição essa que pelo impacto e número de assinantes que teve revela bem que a vontade do povo é a desagregação das freguesia de Buarcos e São Julião. 
Acreditamos ser fundamental para determinar uma posição, que para a grande maioria da população, o factor histórico e sentimental afecto à sua freguesia de origem é o que tem maior peso, e isso tem tanto de respeitável como de legítimo, pois todos os dias alguém nos lembra que uma freguesia é a identidade e a essência de um povo, sendo a sua junta de freguesia o primeiro contacto com o estado e com a lei, sem esquecer todos aqueles que nas décadas anteriores tanto lutaram para criar as freguesias de Buarcos e São Julião. 
Consideramos ser agora a grande oportunidade de devolver as freguesias às suas origens. 
Para terminar agradecemos todo o empenho e competência que a comissão de desagregação de freguesia em colaboração com o executivo demonstrou na elaboração da referida proposta , nas pessoas de: 
Maria Lourdes Palaio - PS
David Monteiro - PS
João Carlos Abreu - PSD
Ilídio Figueiredo - FAP
Sofia Barraca - FAP
Joana Ribeiro Silva - FAP 
Pelo grupo do partido social democrata na assembleia de freguesia de Buarcos e São Julião."

Declaração de Voto sobre a desagregação das freguesias de Buarcos e São Julião


Intervenção do Deputado Municipal Paulo Pinto no período antes da ordem do dia na reunião da Assembleia Municipal de dia 29 de setembro de 2022:

"Cumprimentos Sr Presidente da Assembleia Municipal
Sr Presidente da Câmara Municipal
Srs Vereadores
Srs Deputados Municipais
Comunicação Social e público presente e on-line 
A minha intervenção de hoje é de desagrado e profunda tristeza. 
Desagrado porque uma vez mais os figueirenses (alguns,não todos felizmente) foram enganados pelo Partido Socialista.Enganados porque nas últimas eleições autárquicas votaram numa equipa que governava o Concelho e queria continuar a governar, mas pelos vistos fazer oposição e honrar a confiança em quem neles votou é coisa que não interessa. 
Já sei que irão dizer que no meu partido também houve quem renunciasse ou suspendesse o mandato, a diferença é que não faziam parte do anterior executivo, e renunciaram, não guardando o lugar que poderá dar jeito no futuro, até parece que os motivos que os levaram a suspender não se irão verificar daqui a um ano.... 
Ao fim de 11 meses de mandato, eis a debandada geral (temporária claro não se sabe o futuro), até parece que estavam à espera que o comandante mor arranjasse um navio para irem todos navegar ao mesmo tempo. 
Não ficou um para amostra. 
Cada eleito deve fazer o que acha melhor para a sua vida pessoal e profissional, vão à procura de ventos favoráveis, mas são atos como este que leva os eleitores a confiar menos nos atores politicos. 
Quem neles votou deve se sentir enganado e triste neste momento. 
O PS local e sobretudo esta equipa que esteve na sua maioria no poder durante 12 anos demonstrou aos figueirenses para contarem com eles só para governar, eu compreendo, fazer oposição é difícil e duro. 
Não posso deixar de publicamente e na casa da democracia figueirense mostrar o meu desagrado por esta escolha, esperando que os figueirenses nas próximas eleições não se esqueçam desta atitude dos eleitos locais do Partido Socialista, que demonstraram não serem merecedores do seu voto. 
Para finalizar deixo a minha sugestão para o slogan das próximas eleições autárquicas do Partido Socialista: 
" SERVIR OS FIGUEIRENSES, SÓ NO PODER " 
Assim os Figueirenses já sabem ao que vão. 
Disse"

 


Intervenção do Deputado Municipal Paulo Pinto na Assembleia Municipal de dia 29 de setembro de 2022


Intervenção da Deputada Municipal Adélia Batata na Assembleia Municipal de dia 29 de setembro de 2022
Intervenção da Deputada Municipal Adélia Batata no período antes da ordem do dia na reunião da Assembleia Municipal de dia 29 de setembro de 2022:

"Ex Srº Presidente da Assembleia Municipal Ex Srº Presidente da Câmara Municipal 
EXº Srs Vereadores 
Exs Srs Presidentes de Junta de Freguesia 
Caros Colegas deputados 
Minhas senhoras, Meus Senhores

Recentemente em conversa com um jovem da freguesia de Ferreira-a-Nova, o mesmo questionou -me o seguinte: 
Que alfaia leva aquele trator e para que serve? 
Eu respondi: Então não sabes é um tanque cisterna. 
Ele: Tanque cisterna aqui perto das habitações, para quê? 
Eu: Então, para limpar as fossas séticas.  
Ele: Então, mas nós ainda não temos ramal de saneamento básico? Parece que estamos num pais subdesenvolvido? 
Sr. presidente, o que vamos responder a estes jovens? Estamos mesmo num país subdesenvolvido ou apenas estamos esquecidos? Na realidade, em pleno século XXI, ainda existem muitas localidades a Norte do concelho que não têm uma rede de saneamento básico integral ao serviço da população. 
Aliás, não deixa de ser incompreensível porque é que na mesma freguesia existem ruas com rede de saneamento a funcionar há alguns anos e outras, que continuam sem previsão para a execução desta infraestrutura básica em qualquer país desenvolvido. 
Estes habitantes não merecem as mesmas condições dos restantes habitantes do concelho? 
Será que existem cidadãos de primeira e outros de segunda? 
Mas no seguimento da conversa o jovem continuou com o seu desabafo, que não é mais do que a constatação de uma triste realidade de há décadas: 
Pois, aqui não há nada. Até para ir para a escola tenho de me levantar às 6h da manhã porque não há uma única alternativa de transporte àquela que havia no tempo da minha avó, o autocarro que passa em diversas aldeias e freguesias do concelho demorando cerca de 1h30m para chegar à escola. Quando chego à escola já vou cansado, o que me vale é que também já lá encontro colegas do Sul do concelho que estão nas mesmas condições. Olhe, qualquer dia vou viver para a Figueira, além de não ter grande oferta de transportes para a escola, os meus pais querem construir uma casa aqui na aldeia, têm vários terrenos que eram dos meus avós, mas dizem que a Câmara não os deixa lá construir, dizem que é por causa de um tal de PDM, nem sei bem o que é isso. Mas sabe os terrenos até estão bem localizados, estão à beira da estrada e têm rede de água e luz e outras casas por perto. Não sei porque não os deixam construir. Era bom que esse PDM fosse alterado porque nem toda a gente tem capacidade financeira para comprar casa na cidade. 
Mas olha os meus pais ainda dizem mais: 
Estas estradas estão uma desgraça, a maior parte a necessitar de pavimento, há quase 20 anos que não têm qualquer intervenção. 
Pergunto Sr. Presidente estes jovens não têm os mesmos direitos dos jovens da cidade? Ou vamos canalizar todos para a cidade? Estamos a ver que a desertificação rural é uma constante, os campos estão todos por cultivar, a população está envelhecida e isolada. 
É de lamentar que as alterações ao PDM, nomeadamente a última, tenham servido só para criar obstáculos de forma a empurrarem os nossos jovens para a aquisição das casas e apartamentos construídos na cidade contribuindo para a desertificação das freguesias rurais. 
É urgente criar condições e atrações para manter e atrair a população jovem às freguesias rurais.
É urgente rever-se o PDM em prol do desenvolvimento sustentado das freguesias rurais e manutenção dos nossos jovens. 
Adélia Batata 
Figueira da Foz, 29/09/2022"

 


Intervenção da Deputada Municipal Adélia Batata na Assembleia Municipal de dia 29 de setembro de 2022

Mensagens antigas Página inicial